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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Bonecas Pretas - Larissa Luz


Bonecas Pretas é uma música de Larissa Luz. Ela foi o primeiro single do disco Território Conquistado (2016) - álbum que figurou entre os indicados ao Grammy e ao Prêmio da Música Brasileira. A canção surgiu a partir de uma reflexão da cantora em busca de uma verdade pessoal a ser cantada: “Sempre gostei de criar. As bonecas eram ferramentas lúdicas e fundamentais nesse processo de exercitar minha sensibilidade artística enquanto criança, mas não tive bonecas negras. Só fui perceber depois a importância de me reconhecer esteticamente nessas personagens que eu concebia e que, apesar de viverem histórias fantásticas, tinham tanto de mim. Foi revirando esse passado que escrevi Bonecas Pretas”, explica Larissa. 
                                         Foto: Andrea Possa Mai
A canção foi lançada com clipe dirigido por Glauco Neves. Na película, Larissa se reveza no papel de repórter de TV e manequim viva de loja. A letra incisiva da música é complementada pela dança em plena vitrine, provocando o espectador: por que não temos bonecas pretas? “Sabia que estava lidando com questões profundas, internas - que começam nas extremidades, nos fios dos cabelos, na cor da pele. Isso é extremamente visual. Então percebi que precisava ilustrar e trazer para a prática o que a própria música prega: ocupação, representatividade, referências acessíveis”, explica Larissa. 
                                       Foto:  Andrea Possa Mai
Bonecas Pretas faz sucesso também nos shows de Larissa: à semelhança do clipe o número ao vivo conta com a participação especial de dançarinas. O público corresponde e se entrega à mensagem com identificação. “No palco elas que dão vida às bonecas empoderadas, afinal precisamos de representatividade. Sei que assim estou colaborando com um movimento cultural autêntico que tira a identidade negra dos porões. Gosto de fazer uso da arte para mexer com as pessoas, provocar sensações que impulsionam transformações. Isso me transforma também, enquanto mulher, enquanto gestora da minha carreira, enquanto cidadã e enquanto artista. É tudo uma grande troca!”, celebra a cantora.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

8 de Junho - Dança Diferente - Maglore


Hoje a banda Maglore lançou o single Dança Diferente, prévia do seu mais novo álbum III, com previsão pra sair no fim do mês. A nova canção reafirma o potencial da banda em produzir música pop de qualidade, utilizando-se com muita propriedade da matéria prima musical adquirida nas estradas desde 2009. 

Com arranjo musical inventivo, amadurecimento da sonoridade power trio e letra incisiva sobre as fugas da realidade urbana contemporânea, Dança Diferente convida o ouvinte pra dançar e cantar junto. Seguimos os passos de chegada da canção para conversar com o guitarrista e vocalista Teago Oliveira sobre o single de hoje:


Singledodia - Como foi o processo de composição e a posterior transmutação em estúdio de Dança Diferente ?

Teago Oliveira - Dança Diferente é uma das minhas músicas mais antigas, remete ao período do nosso álbum de estreia. Ela é a única do disco dessa leva antiga. Quando fomos pro estúdio, ela nasceu pronta de arranjo. Na gravação foi tudo muito simples, dois takes, sem overdubs. O assobio da intro fizemos depois, também não foi muito difícil, o difícil mesmo é reproduzir ao vivo, porque a música é muito alta e rápida, e assobios não são tão amigos dos decibéis nos microfones.

SD - Que dança diferente é essa de que trata a música, que enlouquece para curar?

TO-Terminar esta letra pra mim foi um martírio, porque eu não queria que fosse uma letra necessariamente alegre, e, ao mesmo tempo, não queria que fosse algo deprê. Dança Diferente é sobre pessoas diferentes: pessoas diferentes que estão no cotidiano umas das outras e convivem de toda forma possível. Em tempos de loucura, da loucura a cura, da solidão ao livramento.
SD- Como a escolha de “Dança Diferente” como single dialoga com o novo álbum de vocês a ser lançado no fim de junho? O que o público pode esperar do disco?

TO - Ela foi escolhida por ter essa pegada de entrada e por se destacar das outras, funcionando sozinha também. Mas o disco como um todo tem uma cor diferente. Na semana que vem entram outras duas que curto muito “Se você Fosse Minha” e “Invejosa”. Quanto ao público não sei o que esperar, apenas que ouçam na sequencia, com um bom par de fones e de coração aberto. Isso ja me faz feliz.